sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Tropeço



A bigorna cai em nossa cabeça
E a gente resiste
As pedras multiplicam-se em nosso caminho
Até que a gente tropece
Somos marcados com ferro em brasa no coração
E o coração insiste em bombear
Um sangue que não revida mais
De tão ralo, de tão grosso, de tão cheio de sal
E o pior é que parece que somos tão responsáveis
E que não temos culpa nenhuma.


Jean Moreno, 1994

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