Na estrada do vento
Vou contando contigo
Mesmo com o corpo ao relento
Encontro nas sete quedas um abrigo
Rompendo abismos e muros
Percebo que teu tempo pode tornar-se
o meu
Louco, preso ainda no escuro
Acendo a luz que a criança nasceu
Nesta viagem secreta
Vou me encorajando explícito
Ao ver o primeiro contorno da meta
Se busco por algum istmo
Não é por que a estrada é reta
É que a pesca
Nem sempre é feita
Num ponto pacífico
Jean Moreno, 1994

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